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6.5.07

Os olhos do Fagner

Ok, ok, tudo bem. Podem até vir me dizer que o cara já está meio caidinho, meio passado e coisa e tal. E podem até mesmo me censurar e dizer que essa história de ficar admirando os olhos de outro homem é coisa de viado... (há muito tempo que já deixei de me importar com o que pensam ou deixam de pensar de mim, sobretudo quando a questão é a sexualidade)... Mas uma coisa ninguém pode negar: os olhos do Fagner, desde quando ele era bem novinho - como no vídeo aí abaixo - até os dias de hoje, têm uma coisa qualquer que magnetiza, que emociona, que encanta. E esse eterno jeitinho dele de nordestino do "último pau de arara", sempre com essa aparência frágil e franzina, parece que nos cativa à primeira vista. Obviamente que, como todo nordestino, há também - por trás de toda essa aparência de fragilidade - os sulcos e traços do rosto que denotam toda a força desse nosso povo sofrido (ainda que ele particularmente possa até não ter sofrido as agruras dos retirantes da seca). De qualquer maneira, quando o vejo em fotos ou em vídeos, consigo perceber essa harmonia perfeita da fragilidade e da força. E, convenhamos - pelo menos neste vídeo aqui - ele tem, sei lá, um quê de Bruce Lee e de Che Guevara, não?
O fato é que, muito embora ele tenha descambado para o filão mais romântico-brega nos últimos trabalhos, eu gosto muito do Fagner. Foi um artista de extrema importância na minha adolescência e juventude...

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade... Ave, Fagner!


CANTEIROS
(Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles)

Quando penso em você fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço sem ter visto a vida.



4 comentários:

Odete disse...

Concordo com vc,Ed.Uma música que gosto muito é Noturno.AH ,coração alado...
Beijaõ.

Isabel disse...

Adoro Fagner! Gooool, Ed. Muito bom!
Gosto mais ainda de vc, de seu bolg de sua poesia, enfim.... Te adoro!
Beijos!
Bel

Valéria disse...

Ed, Fagner tb fez parte da minha adolescência, (e continua) assim como vc está fazendo parte da minha "envelhescência" hahahaha! Sabe, qdo casei, um conhecido me perguntou o que eu queria de presente e respondi "um LP do Fagner" e o cara ficou mto surpreso achando que eu iria pedir uma baixela, essas coisas de casamento... bom domingo pra ti meu amigo, pq o meu, vc já deixou ótimo só por essa leitura...

Celeste disse...

Ed, assim vc me mata do coraçao!
Adoro Fagner!
Puxa, que saudade...

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