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11.11.06

Dinheiro na mão é vendaval...


Um pai, bem de vida, querendo que seu filho soubesse o que é ser pobre, levou-o para passar uns dias com uma família de camponeses. O menino passou 3 dias e 3 noites vivendo no campo. No carro, voltando para a cidade, o pai perguntou:
– Como foi sua experiência?
– Boa, responde o filho, com o olhar perdido à distância.
– E o que você aprendeu? Insistiu o pai.
O filho respondeu:
– Primeiro: que nós temos um cachorro e eles têm quatro.
– Segundo: que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até a metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde tem peixinhos e outras belezas.
– Terceiro: que nós importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim, enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los.
– Quarto: nosso quintal chega até o muro. O deles chega até o horizonte.
– Quinto: nós compramos nossa comida, eles cozinham.
– Sexto: nós ouvimos CDs... Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animaizinhos... Tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha sua terra.
– Sétimo: nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o glorioso sabor do fogão à lenha.
– Oitavo: para nos protegermos, vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos.
– Nono: nós vivemos conectados ao celular, ao computador, à televisão.Eles estão "conectados" à vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família.
O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou:
– Obrigado, papai, por ter me ensinado o quanto somos pobres! Cada dia estamos mais pobres de espírito e de observação da natureza, que são as grandes obras de Deus. Nos preocupamos em TER, TER, TER, E CADA VEZ MAIS TER, em vez de nos preocuparmos em SER.

(Autoria não declarada)

Recebi isso de uma amiga, num dos muitos arquivos .pps que recebo diariamente. Alguns eu leio até o fim. Outros, abro o primeiro slide, vejo do que se trata e, não raro, deleto sem ter lido até o final. Mas esse, em particular, chamou-me a atenção. Tá bom, tá bom, é meio piegas, meio "bicho-grilo", meio "eu quero uma casa no campo" à la Zé Rodrix. Mas tá servindo de recado para uns e outros aí que pensam que grana é tudo na via... Ah, isso com certeza... Meu camarada Sílvio lá da comunidade "Furalhos pra cadido" é que diz: "A grana que a gente deixa no farmacêutico e no médico é diretamente proporcional àquela que a gente ganha a mais, se matando de trabalhar feito um burro de carga em horas-extras."
Então, vai lá, Paulinho! Solta o verbo!

Quanta gente aí se engana
E cai da cama com toda ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou
Mas é preciso viver
E viver não é brincadeira não
Quando o jeito é se virar
Cada um trata de si
Irmão desconhece irmão
E aí dinheiro na mão é vendaval
Dinheiro na mão é solução
E solidão

Um comentário:

Silvio Coghi disse...

É muito interessante esse texto. Ele ilustra bem como dinheiro não é tudo na vida, existem outras coisas. É claro que é muito bom ter dinheiro, mas a que preço? Será que a pena sacrificar todo o resto pra ter dinheiro que levarei ao médico e ao farmacêutico? Eu creio quer não... é melhor ter só um pouquinho e ficar na internet e/ou na tevê.
Ed, meu camarada, continue com o Blog; creio que vai dar futuro.

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